Prostituição masculina: quebre esse tabu!

Veja o lado real da vida dos profissionais do sexo

Ainda hoje, mesmo com o avanço da comunicação e das formas de se pensar em todo o mundo, o tema “prostituição” ainda é um assunto delicado, principalmente, quando falamos sobre prostituição masculina.

São inúmeras as incertezas que rondam este segmento social. E junto com elas, vêm os medos, o preconceito e a marginalização, que acabam tornando a situação destes homens um verdadeiro problema social, e com a mídia alimentando esses medos, a população acaba por repelir qualquer tipo de informação ou possibilidade de conscientização. É bastante complicado, por exemplo, falarmos sobre a regulamentação dessa atividade, que é considerada a mais antiga do mundo.

Uma pesquisa realizada pela fundação francesa Scelles, que atua no combate de tráfico e exploração de pessoas, afirma que atualmente mais de 42 milhões de pessoas no mundo “vendem o corpo”, sendo quase 75% mulheres e o restante, ainda indefinido, entre homens e crianças. Infelizmente, a maior parte dos casos a prostituição é constituída de ambientes opressores, pessoas que não querem fazer aquilo e são obrigadas – quase sempre por cafetões, quadrilhas ou algo semelhante.

Para a fundação e para a maioria da sociedade, o profissional do sexo não é considerado um trabalhador. Nestes casos, esquecem-se de que, mesmo que em poucos, em alguns casos, as pessoas escolhem seguir aquele caminho, tomando para si a autonomia do próprio corpo e da vontade como cidadão e se humano.

Esse é também um dos grandes tabus que meninos e meninas de programa enfrentam. É difícil convencer que é possível ser realizado profissionalmente vendendo trabalhos sexuais e derivados. Felizmente, existem instituições e organizações que estão do lado desses profissionais, atuando diariamente para que haja a quebra de preconceito que ronda a prostituição. Todavia, mesmo assim, quando se fala dos homens, um silêncio assustador toma conta do ambiente.

Em São Paulo, por exemplo, esses rapazes que aparentemente possuem entre 15 a 17 anos de idade, se encontram nas ruas, nas casas de shows, nas saunas e privês paulistas. Muitos deles gostam do fazem e sentem prazer com isso. Outros já precisam do dinheiro ou para ajudar a família, pagar a faculdade, ou mesmo sustentar a si próprio.

Os motivos, as idades, os locais, as formas de abordagem e as histórias são diversas, e nós, sociedade, não podemos ter medo de conhecê-los. Marginalizá-los não os fará invisíveis.