Problemas de audição na infância: como identificar que meu filho está com dificuldades auditivas?

Veja como identificar se seu filho está com problemas de audição, além de saber como é causada e qual o melhor tratamento.

Desde cedo, os pais devem analisar se a criança possui alguma dificuldade em manter a atenção. Crianças que demoram mais para falar ou são mais distraídas, ou não atende quando são chamadas pelo nome e sempre pedem para aumentar o som da TV, computador ou telefone, podem estar com problemas de audição.

O déficit pode ser congênito ou adquirido. Se a criança coça muito o ouvido ou apresentar alguns problemas respiratórios como rinite e quadro alérgicos, há chances dela apresentar algum tipo de problema auditivo. De acordo com Ana Paula Bautzer, fonoaudióloga, são perdas leves de audição decorrentes de otites repetitivas que podem passar despercebidas pelos pais. E acrescenta, ainda, a importância de uma rotina para exames auditivos.

Impacto da deficiência auditiva

A perda auditiva atrapalha o aprendizado e interfere na socialização, além de prejudicar o desenvolvimento da fala e linguagem. As primeiras palavras devem aparecer aos 12 meses, com um ano e seis meses o vocabulário deve evoluir para cerca de 200 palavras. Até os dois anos, as frases, mesmo simples, já fazem parte do cotidiano da criança. Porém, quando ela apresenta problemas de audição, isso se torna impossível, prejudicando diretamente o desenvolvimento da fala e linguagem.

A deficiência auditiva, se não for tratada, pode acarretar em uma série de limitações como timidez, retraimento, problemas de aprendizado e relacionamento. Na escola, por exemplo, a criança pode apresentar dificuldades em participar das aulas, não consegue assimilar o conteúdo ensinado pelo professor porque não escuta direito. Aliás, a queda no rendimento estudantil pode ser um sinal de problema de audição. Para Ana Paula Bautzer, as crianças que apresentam esse problema, os pais devem alertar aos professores para que o filho sente do centro para frente da sala, além de evitar janelas por conta dos ruídos.

Tratamento

O exame Triagem Auditiva Neonatal, mais conhecido por Teste da Orelhinha, deve ser realizado no terceiro dia de vida do bebê, ainda na maternidade. O exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do recém-nascido que emite sons de fraca intensidade para recolher respostas que a orelha interna do bebê produz. O procedimento é feito com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca. Sendo que dura apenas 10 minutos e não possui contraindicação.

Quanto mais cedo for detectado o problema, maior as chances de reverter as falhas e evitar os prejuízos no desenvolvimento da criança. Aqueles que não começam tratamento cedo terão dificuldades para aprender a falar e a ler.

Por isso, o Teste da Orelhinha é essencial, já que os problemas auditivos podem afetar a qualidade do bebê: ao não ouvir direito, a criança pode ter dificuldades em se expressar, com o tempo surgem problemas para se socializar e, por fim, tudo isso pode acarretar em diversos problemas sociais e psicológicos. O ideal seria o diagnóstico ser feito até os três meses de idade, nesse processo o acompanhamento a um fonoaudiólogo é fundamental para garantir que a fala e a audição apresente um progresso normal.

Como saber se tudo está bem?

0 a 6 meses: já se assusta, chora ou acorda com um barulho ou sons intensos e é capaz de reconhecer a voz materna.

6 a 12 meses: nessa fase, começa a procurar os sons que chamam a atenção dele, o balbucio se intensifica e responde quando é chamado pelo nome.

12 a 30 meses: as primeiras palavras e o uso de sentenças simples são ditos. É nesse período que começa a trocar as palavras, e apesar de bonitinho, procure naturalmente ensinar a pronúncia correta.

 

Se atenha aos cuidados e preserve a vida e o funcionamento de todos os sistemas do seu filho.