Prisões masculinas: como sexo, dinheiro, força e poder podem lhe empobrecer?

Quando o nosso próprio conceito de macho alfa e viril começa a nos afetar

Com a liberdade de expressão e a busca de direitos iguais pela qual o nosso tempo está passando, muitas coisas que antes eram inaceitáveis – e por isso escondidas – vieram à tona. Ao mesmo tempo em que as mulheres demonstram suas forças, os homens começam a baixar a guarda e desnudar suas fragilidades.

No entanto, ainda vivemos em um mundo machista, e apesar da abertura que as mulheres estão ganhando em cima desse posicionamento, muitas pessoas não entendem ou não percebem que a população masculina também é vítima desse comportamento.

Desde pequenos eles são obrigados a não demostrar suas fragilidades – menino não chora – junto a isso, são impulsionados por uma ideia de competitividade, que sempre devem vencer – perder é coisa de mariquinha – dentre outras como: a sua virilidade sexual, competitividade salarial, nunca desonrar a família, autossuficiência, bloqueio emocional, saúde inabalável e provedor.

Todas essas características devem ser inatas se você nascer com um órgão sexual masculino. Desde pequenos são forçados a pensar e agir assim, e a sociedade passa por cima de suas fraquezas, diferenças ou chance de escolha. Vivemos em prisões internas e nós matamos aos poucos.

Cada lágrima segurada, cada falha que enxergamos como desonra, cada necessidade de não broxar, de expor seu machismo, demonstrar sua potência e seu eu de macho alfa. Cada momento que nos submetemos a essa cultura machista, nós, ao contrário do que a sociedade pensa, nós deixamos de ser homem.

Deixamos de ser humanos. De entender nossas fraquezas, de conhecer nossos receios, saber nossos limites. Esquecemos que antes de ser homem, somos um ser como qualquer outro. Dependemos das nossas naturezas e não devemos escondê-la do mundo. Ser homem não é não ser frágil, é saber suas fraquezas e conseguir conviver com elas.