Primeiro emprego: quando sei que já estou apto para trabalhar?

Dicas para você se dar bem e conseguir sua primeira vaga de trabalho

A maior parte das nossas vidas é dedicada ao trabalho. Você deve saber que não é no nosso ingresso à universidade que isso ocorre. Somos condicionados, desde pequenos, a escolher por uma profissão.

Nossas habilidades e capacidades natas nos dão os primeiros indícios de qual área nos daremos melhor. Por exemplo, se somos crianças e adolescentes mais comunicativos ou focados, esportista, que gosta de cálculo, história, português, enfim, há inúmeros aspectos que indicam nossos gostos, preferências e competências, os quais nos conduzem ao caminho profissional.

Então, chega o momento de ingressar no seu primeiro emprego: você se sente preparado para enfrentar o mercado de trabalho, conseguir vaga em uma empresa e depois manter essa vaga por um bom tempo?

Se você teve dúvidas ao responder essa pergunta e não sabe como fazer tais feitos, fique tranquilo, até os que estão mais tempo nisso que você não se sentem sempre preparados. Cada vez que buscamos novas oportunidades, encontramos novos desafios.

Por isso, para você se sentir mais seguro e confiante na hora da sua primeira entrevista de emprego, nós separamos conselhos do psicólogo Felipe de Souza para te ajudar a conseguir a vaga:

Seja verdadeiro

No processo de Seleção de Pessoal, nós temos basicamente duas partes: a empresa e o candidato. A empresa ao planejar a contratação especifica que tipo de profissional deseja ter em seu quadro de funcionários. Para tanto, elabora um Perfil da Vaga. Este perfil é desconhecido do candidato, ou seja, o candidato não sabe muito sobre o que a empresa espera dele a não ser dados básicos como a função a ser desempenhada, talvez o salário e a hora de expediente.

Como o candidato não sabe tudo o que a empresa requer dele para a vaga, a melhor estratégia é ser verdadeiro. Ser, agir e dizer como você é de verdade. Inventar características, fingir ser diferente ou mentir aptidões nunca dará certo.

Sabe por que não dá certo? Porque os profissionais responsáveis pelos processos seletivos acumulam em pouco tempo uma larga experiência e sabem logo reconhecer o que é verdade e o que é mentira. No processo total, também são aplicados testes, dinâmicas e, dependendo da complexidade da vaga, outras entrevistas. Se o candidato mente na entrevista ou mente no teste, a diferença nas duas avaliações ficará clara.

Conheça seus pontos fortes e fracos

Na medida em que são feitas muitas entrevistas em um único dia, o entrevistador geralmente não dispõe de muito tempo para se dedicar a uma pessoa. Entrevistas de 1 hora ou mais são raras. Por isso, há pouco tempo para você mostrar quem é.

É comum o entrevistador perguntar seus pontos fortes, seus pontos fracos e o que você pode fazer para melhorar. E nesse ponto, seja extremamente verdadeiro. Não tente imitar outra pessoa e lhe atribuir características que não lhe são inatas ou apenas estão na moda.

Tente levantar cinco características positivas sobre si e cinco negativas. Não sinta medo de mostrar o que você ainda está trabalhando para melhorar. Como já foi dito, o candidato não sabe o que a empresa deseja, por isso, ser verdadeiro e conhecer-se é a melhor forma de conduzir uma entrevista.

Imagine que você já conseguiu a vaga

É comum quando fazemos algum tipo de avaliação, ficarmos nervosos ou ansiosos. Isto acontece no vestibular, em concursos públicos e também em entrevistas de emprego. Ao sermos avaliados, criamos uma expectativa, o que leva a uma pressão de sabermos se nos saímos bem ou não.

A dica é sempre pensar positivo. Imagine com todos os detalhes que você já conseguiu a vaga, que já está dentro da empresa e que a entrevista é só um preenchimento de formulário. Igual quando somos contratados e passamos pelo exame médico – na maior parte das vezes apenas uma formalidade.

Ao se imaginar como parte da empresa, você ficará mais autoconfiante e conseguirá dizer e se expressar com mais firmeza. Caso você continue apresentando muito nervosismo ou ansiedade, pode ser interessante procurar a ajuda de um psicólogo especializado.

Se não for contratado

Como você já sabe, existe a chance de você não ser selecionado para a vaga. E a recusa da empresa pode ter diversos significados.

Primeiro, como você não sabia direito o que a empresa queria, fica claro que a empresa não queria um perfil como você tem. E isto não é ruim. Se o processo seletivo foi feito com eficiência, a pessoa que conseguiu a vaga conseguirá desempenhar as funções melhor e será mais bem sucedida, pois tem um perfil diferente.

Segundo, a recusa da empresa pode se dar pelo fato de você ter um perfil “superior” à vaga. Geralmente, quando a pessoa não é selecionada ela imagina o pior. Pensa que não é competente, que não serve para nada, que não conseguirá a recolocação, etc. Porém, é muito frequente o inverso. Em diversas seleções, há currículos e experiências profissionais que estão além do que a empresa pediu.

Por exemplo, um gerente de banco não poderá ser caixa. Um líder não poderá ser o último subordinado. Quer dizer, o perfil profissional que a pessoa tem hoje é superior ao que a vaga exige. Óbvio que os exemplos foram muito discrepantes. No entanto, realmente acontece o fato de o candidato ser recusado por possuir a mais e não a menos.

Você não era incapaz de ocupar a vaga, ela apenas era diferente da personalidade que lhe foi atribuída. Dessa forma, a dica é usar a recusa como experiência e seguir em frente. Tentar outras vagas e outras empresas, sempre levando as dicas anteriores:

Seja verdadeiro;

Conheça seus pontos fortes e fracos;

Seja positivo e pense que já está contratado!