Por que a espiritualidade torna pessoas mais fortes e vivas?

Entenda mais sobre esse conceito e como atingi-lo

Desde os tempos imemoriais o ser humano sente a necessidade de acreditar em muito mais além do que se vê com os seus olhos. E essa necessidade não é apenas medo do desconhecido, é algo que surge também como uma vontade e curiosidade de alcançar um entendimento acerca do mundo e do universo que nos rodeia.

Assim, ao longo dos milênios, esse sentimento foi se transformando em crenças e essas, por fim deram lugar as religiões, que apresentarem mediadores entre os seres humanos e as divindades. A religião é a religação com o Além Divino, isto é voltar-se a ligar com a sua espiritualidade, com o contato perdido, a parte não material do ser.

No entanto, a espiritualidade, ao contrário da prática religiosa, conduz as pessoas a uma comunhão com as forças superiores divinas sem que, necessariamente, tenha que haver uma mediação por terceiros. A espiritualidade é o querer conhecer como funciona o mundo que passa despercebido às nossas percepções sensoriais. É a vontade de ter atitudes que estejam de acordo com as regras do Universo. É o desejo de compreender a origem e o significado da Vida.

Ter uma dimensão espiritual em nossas vidas pode nos tornar mais felizes. Mas, nós podemos descobrir a espiritualidade? Ou é ela que nos encontra? A sabedoria espiritual não precisa envolver mitos e misticismo; nem precisa estar unicamente ligada a uma religião organizada, embora pessoas de fé intensa com maior frequência vivenciem índices elevados de bem-estar.

Viver de modo feliz depende de como está nossa vida interior — pensamentos, emoções, crenças e desejos. Ter uma dimensão espiritual significa ter um senso de paz interior — paz tanto mental quanto no coração. Também significa permitir que nossos valores internos guiem-nos sobre como interagir com o mundo à nossa volta: nossa preocupação com os outros, nossa conexão com o mundo natural e nosso interesse em fazer uma contribuição positiva no mundo.

Para que fazer isso?

Pesquisas sugerem que pessoas com um senso de espiritualidade — que pode ser religiosa ou não-religiosa — têm maior probabilidade de vivenciar felicidade e bem-estar maiores. A espiritualidade pode nos prover com significado, um senso de vitalidade (ou de estar vivo) e um senso de conexão com os outros e com “algo maior”, além do nosso cotidiano. Dessa forma, pessoas que sentem que sua vida tem significado são mais felizes e saudáveis.

Como começar?

Nosso senso de espiritualidade é profundamente pessoal e individual. Para algumas pessoas, isso vem de uma fé em particular, para outras é a conexão com a natureza, enquanto algumas outras ainda sentem através de experiências ligadas à criatividade ou música.

Ken Pargament, pesquisador eminente na área de psicologia da religião e espiritualidade, sugere que desenvolver espiritualidade é um processo dinâmico em três estágios:

#1 Descoberta — encontrar uma forma de espiritualidade pelo qual nos sentimos atraídos.

#2 Prática ativa — por exemplo, frequentar serviços religiosos ou meditar regularmente.

#3 Luta — quando eventos ou estágios da vida nos forçam a questionarmos nossas crenças.

Falar ou pensar sobre espiritualidade não é algo que fazemos regularmente, na atualidade. Em sociedades ou ambientes amplamente seculares isso pode parecer estranho, desnecessário ou desconfortável. Mas isso não deve nos desmotivar da tentativa de se conectar com algo fundamental e universal dentro de nós. Uma área por onde qualquer um de nós pode começar é a reflexão.

A impressão criada quando se fala de buscar a espiritualidade, é que esse recurso encontra-se no externo. Buscar a espiritualidade é trilhar o caminho do conhecimento interior, com o objetivo de desvendar os mistérios do mundo imaterial e de outras dimensões que interagem com o plano material.

Quando essa interação acontece, nosso universo, tão grandioso e inteligente, envia sinais o tempo todo para que as pessoas possam evoluir mais a cada dia. Como geralmente não estamos treinados ou educados para reconhecer a comunicação extrafísica, não captamos as mensagens e aumentamos o sofrimento.

Nossa base consciencial, influenciada pelo mecanismo materialista, egocêntrico e cético, nos conduz apenas para reconhecer as situações limitadas ao plano físico. Buscar a espiritualidade é proporcionar a si próprio a remoção de dogmas e paradigmas do inconsciente coletivo que limitam o alcance da percepção e nos mantém escravizados no universo das possibilidades limitadas da terceira dimensão, da ignorância e do sofrimento.

E não se esqueça: o universo ama gratidão! Entender que somos partes de um todo, e que não apenas estamos no Universo, mas que ele está em nós, faz com que nós não nos sintamos sozinhos. Agradecer a partir da hora que acordamos e também quando vamos nos deitar, é o melhor caminho para que mais e mais coisas boas nos aconteçam e sejam maiores e mais vislumbradas do que as negativas.