Os cães x Fogos de artifícios

Aprenda truques e dicas para amenizar o sofrimento do seu cãozinho

A maioria dos bichinhos, com a chegada de fim de ano, sofre com o barulho de explosivos como os fogos de artifício soltados na virada. Rabinho entre as pernas e coração acelerado são comuns nessa época do ano. Desespero não apenas para os animais, mas também para os donos, afinal, quem não se preocupada em ver seu pet assim?

A preocupação é tanta, que a primeira reação é pegar o pet no colo e fazer carinho na tentativa de acalmá-lo, não é? Porém, o que muitos não sabem é que esse tipo de atitude só agrava o problema. Segundo especialistas, como o zootecnista Alexandre Rossi, tentar proteger o animal só demonstra que ele deve sentir medo.

Os cães que não estão habituados ao barulho ou sons intensos geralmente reagem mal aos fogos de artifício. Alguns cães mostram-se incomodados, mas outros podem mesmo desenvolver fobias e entrar em pânico.  No entanto, é importante saber que nenhum cão nasce com medo, os desvios comportamentais dos animais afloram de acordo com os estímulos que eles recebem.

Desde filhote, o cachorro deve entender que o barulho dos fogos não representa perigo e que é algo passageiro. Caso o dono não condicione o animal da maneira correta, ele pode desenvolver a fobia e o medo.

Primeiro é importante entender o porquê de o pequeno sentir tanto medo desses explosivos. O cão possui uma audição muito sensível, podendo ouvir a origem do som em até seis centésimos de segundo e chegando a escutar até 45 mil hertz.

Então, o som dos fogos (também alarmes e trovões) pode ser uma fonte de irritabilidade e inquietação. Inicialmente essa sensibilidade se desenvolveu ao longo da evolução, com o intuito de detectar presas e aprimorar a comunicação com outros companheiros da matilha.

SINTOMAS DO MEDO

Tremores;

Hiperatividade;

Roer ou atacar objetos;

Esconder-se;

Estresse;

Insegurança;

Agressividade;

Depressão, entre outros.

O QUE FAZER

Deixar um animal que tem medo de fogos sozinho em casa não é uma boa opção. Devido ao medo, ele pode se machucar seriamente, por querer fugir da situação que o está incomodando. O ideal é recorrer a um hotel de cães que tenha uma equipe preparada para dar suporte aos animais na noite da virada de ano.

Se você estiver em um lugar estranho, na casa de amigos ou viajando, proporcione um ambiente seguro e tranquilo para o seu cachorro. Deixe-o, de preferência, em um local silencioso, longe de pessoas e outros cães. Em situações de medo é normal que o bichinho procure abrigo em algum local escuro e tranquilo. Isso acontece porque, diferente dos humanos, os cães naturalmente sentem-se seguros em locais com essas características.

Uma dica é abrigá-lo em uma caixa de transporte de tamanho adequado, cobrindo essa caixa com algum tecido escuro, ou colocá-lo em um quarto escuro.

Uma nova técnica, chamada de Tellington Touch, que tem sido muito difundida é a de enrolar uma faixa ou tecido no corpo do animal em pontos estratégicos para que a circulação sanguínea das regiões extremas do corpo seja estimulada, amenizando as tensões localizadas no dorso do animal e diminuindo a sua irritabilidade. O grande problema é que essa técnica tem sido difundida como “a solução”, mas na realidade ela só funciona em alguns casos. No geral, cães já em nível pânico não terão qualquer tipo de reação. Além disso, se não houver supervisão, o cão pode rasgar as faixas a fim de retirá-las, ou até mesmo deixá-lo mais irritado.

NÃO SE ESQUEÇA

Ainda que você tome todos os cuidados não pode esquecer-se de uma coisa bem simples, a plaquinha de identificação. Por mais besteira que possa aparecer, apesar de todos os cuidados, o peludinho pode sim fugir.

Na hora do medo e em busca de abrigo, até os mais quietinhos podem correr para longe. Na fuga, com a multidão nas ruas e o aumento de barulho, é comum que esses animaizinhos percam o faro e não consigam voltar para casa. Dessa forma, estando devidamente identificado, as chances de o seu pet voltar para os seus braços são maiores.