Namoro ou amizade? O que significa esse flerte? Saiba tudo sobre a mente feminina durante o ato da paixão

Veja o desenrolar de um flerte até uma possível relação a dois.

E tudo começa com um convite, um encontro, um jantar, um bate papo, um drink, uma pegada na mão, a troca do número de celular, e enfim, o beijo. No início do namoro, a vontade de estar mais a dois, a paixão, o desejo, são maiores. Contudo, no decorrer desse namoro, a pessoa começa a sentir necessidade de ter “algo a mais”, isto faz com que haja uma continuidade ou não do relacionamento. De repente, surge o problema: algumas pessoas param a relação a partir do momento que a vontade torna-se necessidade. Outras, no entanto, constroem relacionamentos diversificados.

Então, percebe-se que o “acordo” está realmente dando certo. Antes eram apenas finais de semana juntos, agora, todavia, aumenta as ligações entre o casal, assim como entre os amigos e familiares de ambos. A pessoa começa a ter interesse em saber o que parceria está fazendo, como está, começam a se encontrar mais vezes. Os programas individuais que a pessoa era acostumada a fazer, agora é substituída por programas com o parceiro ou parceira.

Algo sério está surgindo. Segundo a psicóloga e sexóloga, Néri Mariussi, “a pessoa começa a se sentir mais especial, mais cuidada, percebe que recebe uma atenção diferente do parceiro. O carinho diferenciado do que ele dá para as amiga, ele começa a dar para você”. Isso faz com que criem laços, que fiquem mais à vontade e confortável.

Por isso, quando o andar o envolvimento começa ganhar solidez, há a necessidade de trazer essa confiança para sua parceira. Isso porque alguns homens são “craques na conquista”, usam as mesmas frases de paquera, aquela mesma atuação para conquistar a mulher. E as mulheres, pelo fato de terem seu lado emocional mais sensível, e afetivo, o envolvimento acaba se tornando natural, acarretando para si sofrimento antes do tempo, pois o homem, com o seu lado mais frio e calculista, acaba precisando de mais de tempo e oportunidades para crer que o envolvimento é real.

Às vezes, é difícil para ela perceber alguma mentira. Porém,se a conversa não continuar, se a paquera ficar na paquera, se não for para frente, se no dia seguinte o homem não ligar para ela, alguma coisa está errado.

Se você sente e quer algo a mais com a mulher, é importante se abrir e demonstrar com tranquilidade o que você quer. Além da conquista, um papo cabeça (mas não tão sério, senão fica maçante, além de não falar tanto de si, o papo tem que fluir bem, que ambos fiquem seguros) e aquela troca de sensualidade (o famoso flerte), são atos e demonstrações que trazem a segurança para que ela possa se entregar. E os primeiros sinais nosso corpo não esconde: o jeito de olhar, de sorrir, a forma em si como o corpo fala, tanto dele como dela. O único problema é que o homem tentar ler o pensamento da mulher e acaba não notando os “flertes” que ela está fazendo, ou vice-versa.

E a relação sexual não difere: o que antes era um hábito da paquera, um sexo mais rápido, dá lugar para uma relação mais envolvente, mais afetiva, dando atenção, querendo sempre agradar. Para Néri, o casal que está envolvido, o clima romântico e agradável continua. É diferente, é complementar. Como se fosse uma troca: dar e receber prazer. Não apenas mais sexo.

A mulher precisa ter confiança, assim como o homem. Quando as coisas partem para outro nível e os dois andam juntos, o relacionamento em si se torna mais seguro, forte, com muito mais carinho, amor e atenção. Caso contrário, a velha e boa amizade toma sua posição.