Na cama: 20tões ou 50tões? Saiba como os homens de diferentes idades podem ter uma vida sexual ativa

Veja como manter e ter uma vida sexual ativa ao longo dos anos

Em nossa sociedade, ainda temos a ideia errônea de que, com o passar dos anos, o ser humano deixa de ter um desempenho sexual satisfatório e não apresenta as mesmas condições de desejo e prazer sexuais, chegando até mesmo a ser considerado como um ser “assexuado”.

Enquanto há vida, também há possibilidade de vivência sexual satisfatória e prazerosa, principalmente quando ocorreu e ainda ocorre o cuidado com a saúde (geral e sexual), desde a adolescência.

Quando se está a fim, a última coisa que vem à cabeça é que o sexo ajuda a aumentar a imunidade, ou que melhora a autoestima e ainda combate o estresse. Contudo, manter uma vida sexual ativa traz, sim, todos esses benefícios. E muitos outros.

 

Faixa de 20 anos para cima

Saúde mental: cientistas sugerem que a atividade sexual reduz a ansiedade, alivia o estresse e contribui para a autoestima. Pessoas sexualmente ativas também parecem ser menos vulneráveis à depressão e ao suicídio.

Combate à dor: a endorfina, produzida pelo cérebro durante o sexo, é o maior analgésico natural do corpo humano. Sua ação se prolonga após o ato sexual. Pode ajudar a aplacar dores crônicas nas articulações, dores de cabeça, cólicas, etc.

Proteção cardiovascular: o sexo é um exercício aeróbico. Eleva os batimentos cardíacos, como ocorre nas atividades físicas moderadas. As artérias se dilatam, o que aumenta a absorção de oxigênio.

Musculatura trabalhada: uma relação sexual não equivale exatamente a um treino de musculação bem feito. Dependendo das posições escolhidas, porém, é possível trabalhar as coxas, o dorso e o abdômen.

Sono dos anjos: o orgasmo favorece o relaxamento muscular. Provoca o bem estar e a exaustão, o que facilita o sono profundo. E o bom sono é crucial para a saúde.

Imunidade reforçada: alguns pesquisadores sugerem que fazer uma ou duas vezes por semana fortalece o sistema imune. Dessa forma, o sexo ajudaria o corpo a combater resfriados e outras infecções.

Próstata: médicos sugerem que o câncer possa ser provocado por vírus. A ejaculação frequente seria um meio para eliminar da próstata concentrações grandes de vírus.

Longevidade: orgasmos frequentes têm sido relacionados ao aumento da longevidade. A explicação seria os benefícios do sexo para o coração e a imunidade.

Controle do peso: uma relação sexual consome, em média, 100 calorias. O esforço pode ser equivalente a um trote a 7,5km por hora. E é bem mais divertido.

 

Faixa dos 50 anos

É fato. Após os 50 anos de idade, há mudanças na vida sexual. Quando o indivíduo não tem informações e orientações profissionais adequadas, o impacto físico e/ou emocional é grande.

Desenvolver outra percepção do corpo: a ditadura da beleza e o culto ao corpo são responsáveis em grande parte por esses estigmas, uma vez que o corpo do adulto maduro expressa marcas do tempo.

Estimular a mente: embora o desejo sexual seja diminuído pela ação ou falta de ação dos hormônios sexuais, o maior órgão sexual é a mente humana.

Buscar ajuda: quando sentir a necessidade, deve procurar orientação médica. Um especialista pode detectar se a condição está relacionada a medicamentos ou enfermidades, por exemplo.

Conhecer o próprio corpo: é preciso saber como ele é, como funciona e que sensações produz, seja por meio do toque, seja em conversa com amigos.

Conhecer o corpo do outro: usar todos os sentidos e pesquisar são formas de saber como e onde a outra pessoa sente mais prazer. Isso tem influência na vida sexual de ambos.

Procurar o diálogo: dizer o que sente, o que mais agrada e o que causa desconforto pode ser mais fácil do que aceitar tudo sem falar nada.

Investir no respeito mútuo: descobrir juntos as zonas erógenas e os estimulantes do desejo sempre em sintonia um com o outro, entendendo tempos e limites diferentes de cada um.

 

Faixa dos 60 anos (terceira idade)

Estudos realizados nos Estados Unidos e na Suécia revelaram que os idosos de hoje estão mais dispostos não só a falar em sexo, como a realizar práticas que poderiam surpreender seus filhos e netos como o sexo oral e a masturbação.

Não se impõe impossibilidades: é certo que a idade pode vir acompanhada de um desgaste no relacionamento afetivo, além de uma série de transformações físicas que, muitas vezes, acarretam doenças e outras dificuldades que interferem no sexo, como a obesidade, por exemplo. Entretanto, associar esta etapa da vida como incapacidade, déficit, perda ou impossibilidades é, de certo, se impor a limitações desnecessárias.

Compreenda a situação: ao invés de se estressar, desejando aquele desempenho sexual que não volta mais (dos 20 anos) ou aquele bom desempenho que jamais teve, o ser humano deve compreender o que está acontecendo com seu corpo nesse momento e, assim, criar e utilizar novos recursos e estratégias que facilitem sua adaptação a esta outra etapa de vida.

Respeite os limites do corpo: através da vivência das mudanças que ocorrem no organismo após a terceira idade com naturalidade e tranquilidade, e, também, do respeito aos novos limites desse corpo, pode-se acreditar e alcançar o direito à intimidade e prática do sexo satisfatório.

Cuide da saúde física e mental: o que muda com o passar dos anos é o intervalo entre uma ereção e outra. Porém, o que se perde em quantidade, pode ser revertido em qualidade. Sexo envolve afeto e, para isso, a idade não impõe limites. Uma boa vida a dois reduz a incidência de crises depressivas.

 

É importante salientar que nascemos com nossa sexualidade e morremos com nossa sexualidade. Enquanto estivermos vivos, seremos seres sexuais.