Menos é menos – Lowsumerism: o que é essa trend entre os homens?

Veja essa campanha de consumir menos é mais

Uma nova forma de pensar diante de tanto consumismo e tanta obsolescência programada. A tendência, escancarada pela Box1824, requalifica o desejo do consumidor, deixando-o menos associado ao excesso.

É ingênuo acreditar que hábitos individuais não interferem na vida de mais ninguém. Lowsumerism é um movimento que deve ser colocado em prática com urgência: o consumismo é um comportamento ultrapassado do qual logo sentiremos vergonha.

Quando se fala em redução do consumo, é impossível não falar também em desigualdade social. As camadas populacionais menos privilegiadas já operam desde sempre, por necessidade, na lógica da escassez de bens materiais, adotando alternativas ao consumo como trocas e doações.

Todas as classes e todas as idades consomem, por isso o Lowsumerism tem impactado todos. No Brasil, a classe C se empoderou economicamente nos últimos anos e, com isso, passou a consumir mais. Mais do que uma nova realidade, a possibilidade de compra passa a ser reflexo das conquistas de vida, uma evolução do estágio em que o indivíduo se encontra anteriormente. O Lowsumerism não desmerece esse sentimento consumista, uma vez que o propósito central não é culpar quem consome, mas propor uma reflexão sobre o que é excesso para cada um.

“Excesso”, por sua vez, é um conceito subjetivo, cabendo a cada indivíduo identificar o descontrole a partir dos seus próprios parâmetros. Ansiedade e depressão, entendidas como males deste século, são ótimas como medidores de consumo exacerbado.

O Lowsumerism não sugere a inibição dos desejos, mas sim que essas vontades sejam remodeladas a partir do entendimento que boicotar a excessividade, diminui o impacto ambiental e social do consumismo. A melhor tradução para esse movimento seria “consumo equilibrado”.

Contudo, o que isso significa na prática? Como ser mais consciente e menos consumista? Como esse comportamento pode ser viável em uma sociedade dominada por indústrias e marcas? As respostas vêm em camadas, são compostas por microtendências que levam a microvisão da vida contemporânea.

É interessante pontuar que a clareza pela redução do consumo se dá por primeiro nas pessoas, e não na indústria. A tendência é que, nos próximos anos, o mercado abrace esta mentalidade e assuma o papel de requalificar o desejo do consumidor, deixando-o menos associado ao excesso.

O consumidor, cada vez mais consciente, abraçará as alternativas de novos modelos mercadológicos capazes de atender às suas necessidades e vontades de uma maneira menos nociva.

Volta-se a ideia de valorização de produtos para uma vida toda.