Gravidez na adolescência: como ajudar seus filhos?

Os pais também podem ajudar

Na maioria das vezes, as adolescentes que engravidam se sentem inseguras em relação a contar aos pais. Nem sempre os pais levam isso como a pior coisa do mundo, mas na maioria das vezes encaram essa situação com a maior falta de responsabilidade.

Conseguir apoiar a filha, mas sem retirar a responsabilidade que cabe a ela é um dos fatores mais complicados, que acaba deixando as mães confusas, além de gerar situações extremas.

Como enfrentar a situação

Explicar para filha a responsabilidade da palavra mãe é um dos primeiros pontos a serem abordados. Por mais que a situação pareça difícil, é dever das mães passar essas informações para a adolescente.

O momento que a mãe descobre a gravidez da filha é o mais adequado para que elas virem amigas. Gritar ou demonstrar desprezo é algo perigo que pode ser gravado na mente de uma menina. Esse também é o momento de explicar tudo que irá acontecer durante a gravidez e até mesmo depois dela.

Esse é o melhor momento para que a menina recebe apoio e carinho da família. Dentro do possível, a reação deve ser de apoio. Mesmo que não seja uma gestação programada, o momento é de suporte. Ajudar a filha a amadurecer para poder cuidar de seu próprio filho. Só vale lembrar que apoio não significa “fazer pelo outro”, mas sim dar suporte, direcionar. A adolescente precisa ficar ciente de suas responsabilidades.

Maus tratos

Um grande problema da gravidez na adolescência está diretamente ligado com os maus tratos que essas meninas enfrentam durante a gravidez, caso que aumenta as chances de desencadear uma depressão pós-parto e acaba com a autoestima, sentem fracas e desprotegidas.

A gravidez é um período muito delicado para a mulher. Sendo assim, tudo que acontece durante a gestação é altamente influenciável no processo como um todo, não só para a gestante como para a saúde do bebê. A depressão pós-parto está ligada a uma questão hormonal e a uma predisposição genética, mas diversas pesquisas mostram que quando a mulher sofre maus tratos as chances de a depressão aparecer se potencializam.

Os problemas ligados aos maus tratos não param, outros casos que geram muitos perigos durante a gravidez também estão envolvidos com o lado psicológico da mulher. Existem muitos diagnósticos físicos que podem ser desencadeados por descompensações emocionais ligados a maus tratos. Muitos casos de hipertensão na gestação (DHEG – Doença Hipertensiva Específica da Gravidez), ou diabetes gestacionais, são exemplos.

O pai dela não aceita

Os pais, normalmente, ficam mais nervosos e acabam se desligando da situação ou tornando a vida da filha uma verdadeira loucura.

Esse é um tema que especialistas são diretas: quando algo não vai bem, é o momento de conversar. Depois da conversa o pai pode continuar não aceitando, afinal isso é um direito dele. Contudo, a filha precisa esclarecer o que está acontecendo e pedir a compreensão dele.

Essa situação começa a melhorar quando os novos avôs encontram com o neto e acabam ficando mais sensibilizados. Ao nascer, o bebê tente apaziguar os avós. Porém, isso não dispensa o diálogo, inclusive contando com apoio de um profissional se for possível.

Carinho ou mimo

Algumas mães acabam se sentindo culpadas e até mesmo penalizadas com a situação da filha, enchendo a adolescente de mimos exagerados, tirando um pouco da responsabilidade que ela precisa assumir. Esse é um caso bem complicado e pode acabar gerando problemas sérios quando o bebê nascer.

Quando se engravida, para ser uma boa mãe, é preciso amadurece. Sendo assim, uma adolescente que engravida, recebe o apoio familiar nesse sentido, deve entender a seriedade que é ser mãe. Em todos os prazeres e dificuldades dessa situação, não se envolva de carinhos exagerados.

Comentários maldosos

As pessoas apontam na rua, as vizinhas comentam, as amigas da escolha olham torto. É difícil aceitar tudo isso sem ficar, no mínimo, chateados. Os pais devem sempre defender sua filha desses comentários, evitando ao máximo que a autoestima da menina seja atingida.

Conversar, explicando que esses comentário não devem ser levados em conta é a melhor reação. Esse apoio pode estreitar a ligação entre pais e filha, reforçando um instinto acolhedor que facilmente será recebido pela adolescente.