Cumprimentos masculinos: por que os homens evitam ser afetivos com outros homens em público?

Entenda o porquê que os homens não costumam cumprimentar outros em público

O homem sempre teve essa dificuldade de demonstrar afeto em público, seja com quem for, mas com outros homens essa situação é mais intensificada. E qual o motivo concreto para isso? Vergonha? Medo?

Antes de tudo, a ansiedade social é um sentimento de desconforto, medo ou preocupação, que é centrado nas nossas interações com outras pessoas e envolve uma preocupação relativamente ao fato de poder ser julgado e negativamente avaliado, ou desprezado pelos outros. Embora muitas vezes possa acontecer durante uma situação social, também pode aparecer em antecipação a uma ocasião social programada, ou depois, quando analisamos o nosso desempenho em uma determinada situação.

Poucas pessoas socialmente ansiosas devem ter ouvido falar do seu próprio problema, eventualmente nunca o viram a ser discutido nas mídias. As pessoas socialmente ansiosas pensam que são os únicos no mundo que:

Sentem pensamentos ansiosos sobre si mesmos, em relação aos outros e às situações:

– “Todo mundo está olhando.”

– “Vão pensar coisas sobre mim.”

– “Eu vou parecer cada vez mais tolo.”

– “Isso não é coisa que ‘homem’ faz.”

Em outras palavras, é simples medo e preocupação. O homem tem a problemática de imaginar o que as outras pessoas pensam sobre um simples cumprimento com alguém do mesmo sexo. O que resulta em evitar abraços, batidas nas costas e até mesmo, em alguns casos, apertos de mão. Justamente porque até mesmo eles colocam uma barreira ao simples cumprimento.

É um medo crescente, não é porque ele seja mal educado ou antipático, é que simplesmente evitam esse “desconforto” para não ganhar força e acabar tornando a situação – que não poderia ser constrangedora, é um simples cumprimento – em algo constrangedor.

A confiança com toda certeza é a chave para não se importar com as interpretações erradas e certificar que mostrar afeto em público não é motivo de chacota, pelo contrário, é de educação. Quando percebe o grande feito que esteja fazendo, o ambiente muda ao seu redor. Você aprende, assim como a pessoa que cumprimentou. É uma troca.

Tratar alguém com uma boa educação não é chacota; evitá-la, sim. A vida é curta demais para se importar com comentários (se existir) de exteriores, ou até mesmo com a própria voz que sussurra no ouvido que seria algo errado. Seria mesmo?