Como faço para levar meu pet junto em uma viagem internacional?

Veja as dicas, cuidados e recomendações para levar o seu animal de estimação junto contigo para uma viagem internacional

Você é apaixonado pelo seu pet e não tem onde deixá-lo? Ou mesmo não quer deixá-lo aos cuidados de terceiros durante sua viagem de avião? Fique tranquilo. É possível levar seu animal de estimação junto contigo durante a viagem, mas exige que sejam observadas algumas normas que visam a garantir a segurança e conforto de animais e passageiros.

Requisitos e conforto

O transporte de animais domésticos deve ser visto com antecedência junto à companhia aérea porque há um limite máximo de cargas vivas por voo. Cada empresa possui regras específicas, mas, de modo geral, são parecidas. Existe custo adicional para o transporte do pet, normalmente calculado com base no peso dele mais caixa de transporte e no preço cheio da passagem.

O que determina se o animal viajará na cabine, quando permitido, ou no compartimento de carga, são as dimensões e o peso da caixa de transporte. Se este for o caso, não se preocupe: os compartimentos de carga modernos, assim como as cabines, são pressurizados e têm a temperatura controlada, proporcionando relativo conforto ao seu pet. Ainda assim, algumas companhias aéreas não transportam animais de focinho curto (braquicefálicos), como o pug e o pitbull, isso porque estas raças lidam mal com variações grandes de temperatura, podendo sofrer graves danos.

A caixa de transporte, fornecido pelo cliente, deve cumprir alguns requisitos mínimos para garantir o conforto e segurança do animal durante a viagem. Primeiro, suas dimensões devem permitir que seu animal de estimação fique de pé e dê um giro de 306º – volta completa – ao redor de si mesmo. Deve ser de material rígido, suficientemente resistente para proteger o animal de impactos e para permitir a fuga do mesmo. Os fechos devem evitar que o contêiner abra por acidente e as aberturas de ventilação devem garantir a segurança do operador que carregará a caixa, impedindo que o pet o ataque. O piso do material deve absorver e conter fezes e urina, de modo que não vazem. Além de permitir vários embarques e ter identificação com o nome, endereço e telefone do cliente remetente e do destinatário, caso haja.

Documentos e legislação

São exigidos alguns documentos para garantir que será seguro para passageiros e para o animal de estimação que ele embarque. Todos eles devem ser emitidos por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Unidade Federativa de origem animal.

Para viagens internacionais, é obrigatório apresentar também o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). Para obtê-lo, é necessário agendar uma consulta ao médico veterinário do Ministério da Agricultura, que se encontra em aeroportos internacionais. Tenha atenção, ainda, à validade das vacinas: a antirrábica deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e sua validade é de um ano. Caso o animal seja silvestre, é necessária, ainda, autorização emitida pelo IBAMA para transportá-lo.

É importante também consultar as exigências do país de destino e providenciar outros documentos, se necessário. Algumas companhias aéreas exigem outros documentos também, como o Certificado Sanitário informando se o pet está em boas condições de saúde e pode viajar. Por ter validade de 72 horas, será necessário solicitar mais um antes da volta. Algumas companhias aéreas pedem que os animais domésticos viajem sedados em trechos mais longos; consulte seu veterinário e a companhia aérea a este respeito.

Cão-guia

Por tratar-se de caso de necessidade especial, o cão-guia obrigatoriamente deve ser transportado sem custo adicional para o passageiro, com coleira e ao lado do dono, na primeira fila. Deve estar equipado com correia e dispensa o uso da focinheira. Neste caso, ainda é necessário informar a companhia aérea com antecedência e apresentar a documentação necessária para animais, além do atestado do médico comprovando a necessidade do passageiro de levar consigo o cão-guia.

Dicas para a viagem

Um dos motivos de maior tensão antes e durante a viagem é o comportamento do animal dentro da caixa de transporte. Para acostumar o pet a ficar dentro de caixa é bom colocar alguns brinquedos lá dentro, alternando com passeios curtos e até oferecer comida como recompensa.

Já em relação à alimentação, o ideal é diminuir a quantidade de comida oferecida ao animal antes e durante a viagem para evitar enjôos e vômito. Em viagens curtas, o dono deve oferecer alimento até duas horas antes do embarque. Já para distâncias maiores, em que o tempo ultrapassasse oito horas, o animal deve fazer uma refeição leve pouco antes do embarque, assim para que não fiquem mal sem sentir fome.

As viagens podem deixar os animais extremamente agitados ou, por outro lado, sonolentos e cansados. Chegando ao destino final, é importante oferecer água e comida e ficar atento ao comportamento do pet, até que normalize.