Como controlar o choro do seu filho?

Aprenda dicas e técnicas para acalmar o pequeno nessas horas

De repente, aquele bebê que parecia tão quieto e tranquilo, alguns meses atrás, começa a gritar, se jogar no chão e provocar os mais diferentes sentimentos em você, da vergonha à raiva, passando pela vontade de rir, claro. Lidar com a birra não é fácil, mas é inevitável. Para facilitar a passagem dessa fase – e até apresentar algumas estratégias para você conseguir evitar o show das crianças – nós do Portal Nó de Gravata, vamos mostrar algumas atitudes que estão funcionando em outras famílias.

O primeiro passo é sempre melhorar a nossa visão. Antes de criticar os pequenos ou taxá-los como “ele tem um temperamento difícil”, é necessário que tenhamos a noção de que, ainda que exista um problema de verdade, nós não o enxergamos com a mesma perspectiva que a criança e, por isso, muitas vezes, sem entendê-los, tornamos cada vez mais difícil o fim do chororô.

Pesquisas, como a enquete realizada pelo site Crescer, afirmam que, segundo os pais, a idade em que a maioria das birras ocorre é entre os 2 e 5 anos. É nessa faixa etária que os baixinhos tendem a testar os limites dos pais, principalmente pela frustração de receber um NÃO.  Mas calma, apesar de uns agirem de pior forma do que os outros, todos eles fazem ou farão birra, isso porque não sabem lidar com essa sensação e ainda não aprenderam.

Dessa forma, o desenvolver da criança vai depender muito do modo com que os adultos o trataram nessas horas. Por isso, vou apresentar a vocês uma solução simples que uma mãe, com ajuda de sua especialista, está usando – e funciona mesmo – com seus filhos, para ajudá-los e se ajudar no momento do desespero.

A jornalista Fabiana Santos, mãe de Felipe, de 11 anos, e Alice, de 5, descobriu a pouco uma forma de cessar a maior parte dos chiliques infantis. E olha, a tática é tão boa que funciona até com os adultos!

A resposta é, na verdade, uma pergunta. E ela divulgou todos os detalhes do caso em seu blog Tudo Sobre Minha Mãe, em um texto que relata as dificuldades e melhorias de todo o processo de adaptação.

A história começou quando Alice, o bebê da casa, entrou na escola. A ansiedade e nervosismo da pequena refletiram também no cotidiano familiar. Ela começou a fazer drama com qualquer coisa, suas pirraças passaram a ser exageradas e assim, orientada pela escola, a mãe procurou uma psicóloga infantil com o intuito de a menina ter um lugar para se abrir e se acalmar.

A psicóloga Sally Neuberger instruiu Fabiana a respeitar os problemas de Alice, por menor que parecessem, dando sempre valor ao sentimento da criança. Segundo a profissional, após os 5 anos, a criança precisa procurar uma resposta sobre o que está acontecendo com ela e ser incluída na solução do problema. Por isso, a pergunta que deve ser feita é:

“Isso é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?”

Independe do motivo que ocasionou o drama, seja por não querer tomar banho, porque perdeu sua boneca preferida, seu carrinho estragou ou o pequeno não está se saindo como gostaria em alguma atividade, essa pergunta deve ser feita sem julgamento de valor.

Segundo Fabiana, essa pergunta resolveu grande parte dos transtornos pelos quais a família estava passando. Toda vez que questionam Alice sobre o tamanho do seu problema, a família consegue achar uma solução à inquietação a partir da resposta que ela fornece.  Dessa forma, se o baixinho achar que uma coisa boba é um problema grave, não desconsidere. Afinal, o que para nós é um buraco, na perspectiva deles pode ser um abismo.

A mãe ainda completa dizendo que, agora que Alice sabe como funciona o tamanho dos problemas, ela mesma se acalma e compreende que há uma solução para tudo. Por fim, outra dica importante é lembrar-se de sempre elogiar seu filho por ter conseguido solucionar a questão.

A jornalista ainda conclui dizendo “Já tiveram vezes dela ser sincera em dizer: ‘Acho que isso nem é um problema, mamãe’.”.