Como auxiliar seu filho quando o assunto é sexo na adolescência?

Veja a melhor forma para que seu filho se sinta confortável quando for conversar sobre sexo com você

A dificuldade dos pais em falar sobre sexo começa quando muitas vezes na própria vida e acaba se estendendo aos filhos. As dúvidas, de ambos os lados, surgem logo na primeira infância das crianças, que querem saber de tudo. E os adultos se questionam: “Preciso falar alguma coisa? Devo tomar iniciativa para introduzir esse assunto? Como vou responder essa pergunta? O que dizer? Até onde ir?”

E o problema não para por aí. Com a chegada da adolescência e da iniciação sexual, o quadro só se agrava.

Sempre é importante estabelecer limites e possibilidades. A partir do momento em que a criança começa a entrar na adolescência, surgem questões mais elaboradas, sobre as mudanças no corpo, sobre como se faz sexo, como usar camisinha, como evitar a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DST), além das dúvidas com relação à masturbação, desejo, excitação, sexo oral ou anal, e ao orgasmo.

Quando acontece esse “empurrão” hormonal, vem também a primeira menstruação e a primeira ejaculação espontânea. Em média, isso pode ocorrer aos 12 anos, mas entre 9 e 16 ainda é considerado um período normal.

De acordo com a sexóloga Laura Muller, os adolescentes em geral vivem quatro dilemas nessa complicada fase de transição sexual: sexual (fazer ou não, e como), profissional (qual carreira seguir), existencial (quem eu sou, do que gosto e qual é o meu objetivo) e tóxico (como lidar com o álcool, cigarro e drogas).

Além de receber uma orientação escolar, a casa deve ser o porto seguro para os adolescentes, e os pais precisam estar abertos ao diálogo, apoiar uma educação sexual de qualidade, conversar sobre a prática, prazer, afeto e diversidade.

Esses limites vão até o ponto em que algo não fere a pessoa e seu parceiro, tanto física quanto emocionalmente. Além disso, não se deve fazer nada só para agradar ao outro, nem se sentir pressionado pelo companheiro ou colegas.

Muitas vezes, as pessoas acreditam que a educação deve ser diferente em relação ao gênero, mas o fator é que não há essa distinção, a educação deve ocorrer da mesma forma. O que diferente são as fases de cada um, de cada gênero, indo até o grau de amadurecimento conforme a experiência de vida e outros fatores.

Por isso, o diálogo sempre é a melhor opção. Converse com seu filho, estando aberto para todas as dúvidas que ele enfrenta, sem que desrespeite a integridade dele, sem brincadeiras ou preconceitos. Ele precisa de orientação, e você é a melhor pessoa para ajudá-lo a encontrar um rumo sem perturbações.