Coçar os olhos é instintivo e perigoso

Ceratocone, por exemplo, pode levar a cegueira e se desenvolve em pessoas que esfregam os olhos regularmente

Coçar é um ato instintivo. Afinal, quem não se sente mais aliviado ao coçar uma parte do corpo que está irritando? Mas sabia que isto é um péssimo hábito? Coçar os olhos então, nem se fala. É um ato perigoso que pode apontar desde uma simples alergia à poeira, fumaça ou pelos de animais até o indício de problemas oculares mais graves.

A orientação é procurar um especialista caso o incômodo nos olhos permaneça por mais de três dias. Segundo o oftalmologista do Hospital da Visão de Toledo (HVT), Gláucio Bressanim, é importante identificar a causa para que seja iniciado o tratamento com o colírio adequado o mais rápido possível. “Quanto mais se esfrega, mais se tem vontade de coçar. Como os nossos olhos têm uma estrutura muito delicada, a pressão que fazemos com os dedos pode ocasionar micro-lesões na córnea e levar a doenças mais graves, como o cerotocone. Ou seja, o afinamento progressivo da córnea, que com o passar do tempo vai ficando mais fina e no formato de um cone”.

O especialista diz que a doença pode se manifestar por meio da miopia e astigmatismo progressivos. É comum que muitas pessoas tenham a doença sem saber. “Geralmente surge em pacientes alérgicos, já que estes têm o hábito de coçar os olhos com mais frequência”, explica.

Dr. Gláucio ressalta ainda que, se não tratada, a patologia pode levar a cegueira. “Por isso é importante o paciente realizar exames de vista pelo menos uma vez ao ano. Quanto mais cedo for descoberta a doença, mais fácil o tratamento, que a depender do nível da patologia, pode ir desde o uso de lentes de contato ou óculos até cirurgias”, conclui o oftalmologista.

Hospital da Visão de Toledo

O Hospital da Visão de Toledo (HVT) oferece atendimento em oftalmologia geral, clínico e cirúrgico, com ênfase em cirurgia do segmento anterior, como catarata, e alguns procedimentos do segmento posterior do olho, como aplicações de medicamentos e fotocoagulação a laser. A unidade médica conta com três oftalmologistas independentes e atende de forma particular e/ou por meio de convênios, como UNIMED, SerPrati e o Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam).

Sobre Doutor Gláucio Bressanim

Gláucio Bressanim é graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde também fez residência entre 2004 e 2007. É especialista em inflamação intraocular (Uveíte) pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) e em Retina e Vítreo pela Universidade de São Paulo (USP). Atua no Instituto da Visão de Cascavel desde 2009 e desde 2011 atende também no Hospital da Visão de Toledo.