Calvície entre os jovens, como lidar?

Saiba tudo sobre calvície juvenil, características e tratamentos

Se existe algo que preocupa a maioria dos homens, tanto jovens quanto mais velhos, é a calvície, termo popular utilizado para denominar a Alopecia Androgênica. Estudos apontam que, a partir dos 70 anos de idade, oito em cada 10 homens sofrerão o efeito dessa disfunção em algum nível. Mas o que fazer quando os primeiros sinais de calvície começam a aparecer já nos vinte e poucos anos?

A calvície é uma alteração fisiológica, qual geralmente atinge pessoas geneticamente expostas, ou seja, jovens que tenham pais ou avós calvos. O mecanismo bioquímico no organismo ocorre devido à ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, que converte a testosterona (hormônio sexual) em uma substância chamada di-hidrotestosterona, a qual, eventualmente, impede o crescimento de folículos pilosos, enfraquecendo o cabelo, até finalmente cai.

Além disso, especialistas afirmam ainda que, de forma geral, quanto mais cedo os sinais da calvície aparecem, mais rápida será sua evolução e maior será a área afetada. Apesar de esse quadro soar desanimador, é importante ressaltar que, hoje, já existem opções de tratamentos auxiliadores tanto no controle da queda dos fios, quanto na recuperação de áreas onde a calvície já tenha se instalado.

Sintomas e características da doença

Nos homens começa com um processo de rarefação (perda) dos cabelos, que deixa os que restam fracos e produz a sua queda na região frontal da cabeça, formando as famosas “entradas” em ambos os lados da frente.

Neste momento, o jovem tem duas saídas ou aceitar o seu novo visual, que normalmente dá a imagem de envelhecimento ou tentar obter ajuda de um profissional para resolver seu problema.

Na maioria dos casos, pode ser observado que muitas das pessoas com sintomas de calvície juvenis expressam baixa autoestima. Ademais, em situações agravadas, isso leva a transtornos de personalidade, fazendo com que o jovem tome decisões que levem ao isolamento e a depressão.

Tratamentos

Existem, por exemplo, medicamentos que retardam os efeitos da calvície, por meio da diminuição dos níveis de hormônios responsáveis pela queda dos fios. Mas, além desse tipo de tratamento, podem ser feitos procedimentos cirúrgicos nos quais se extraem folículos capilares de determinada região do couro cabeludo, e implanta-se em áreas atingidas pela alopecia.

Existem duas técnicas principais de extração dos folículos capilares para implante, sendo que, na primeira, chamada FUT (Follicular Unit Transplantation), extrai-se uma faixa do couro cabeludo, deixando uma cicatriz na parte doadora.

Para quem teme as marcas deixadas pela cirurgia, existe uma opção que não deixa cicatrizes lineares, é a chamada FUE (Follicular Unit Extraction), técnica que permite o transplante de fios um a um. A extração é feita direta dos fios, um a um, das partes laterais e posterior da cabeça do paciente, e, posteriormente, com o auxílio de equipamentos especiais, eles são reimplantados nas áreas onde houve queda de cabelo. Nessa modalidade não há necessidade de sutura e a recuperação é bem mais rápida.

Apesar dos avanços da medicina em relação aos tratamentos da alopecia, o simples cultivo de alguns bons hábitos influencia na redução da queda dos cabelos. Dentre eles, estão:

Manter uma alimentação balanceada e rica em nutrientes;

Manter os níveis de estresse controlados, uma vez que o fator emocional está diretamente relacionado à calvície;

Praticar exercícios físicos;

Evitar consumo excessivo de álcool e cigarro.