Anticoncepcional masculino: riscos e comparações com o feminino

Novidade no mercado sexual

Quase seis décadas após a comercialização da pílula, anticoncepcional, em 1960, que abriu portas à revolução sexual feminina, um novo contraceptivo pode trazer avanços ao divido a responsabilidade entre o casal. Só que, dessa vez, é direcionado aos homens. A promessa é que o “Vasalgel” esteja no mercado a partir de 2018, mas já vem levantando curiosidade de muitos.

O que é?

Não chega a ser uma pílula masculina, funciona como uma vasectomia reversível. É uma ideia bem atraente, mas ainda é cedo para dizer, porque só foram feitos estudos em animais.

Como funciona?

O remédio, diferente da pílula, não leva hormônios e não exige que o homem faça uso diariamente: uma injeção única faria efeito por longo período. Comparado à vasectomia, o novo método parece ter a preferência dos homens: 87,3% disseram que prefeririam o Vasalgel, mesmo se o produto não fosse reversível, segundo uma pesquisa conduzida pela organização que investe na sua produção, a Parsemus Foundation.

A aplicação do produto no organismo consiste em uma injeção aplicada diretamente no local do ducto deferente (aquele mesmo que fica localizado no pênis), as vias por onde passam o espermatozoide em seu caminho do testículo ao órgão genital. Por meio da injeção, um hidrogel semipermeável é liberado, o que permite a passagem do líquido seminal, mas impede que os espermatozoides sigam o mesmo caminho, assim como uma peneira.

A vasectomia, embora 100% eficaz, é tabu, muitos homens têm medo de ficar imponente, embora isso não seja verdade.

Cuidados

Segundo a Parsemus, a indústria farmacêutica não tem interesse em um medicamente com efeitos ao longo prazo. Esse seria um dos motivos para que, mesmo com o avanço da ciência, até hoje ainda não se tenha criado um contraceptivo masculino.

O grande dilema da pílula masculina é que os medicamentos já testados interrompiam a fertilidade do homem, mesmo quando ele parava com o uso.

Outras versões

O Vasalgel é inspirado no Risug, tecnologia da Índia em fase de teste avançados que também utiliza gel injetado nos vasos diferentes, mas com outra fórmula. Há, ainda, mais contraceptivos para homens em fase de teste. Um deles é a gendarussa, planta que poderia interromper a fertilização impedindo que o espermatozoide libere uma enzima capaz de romper o óvulo.

Outro, menos avançado, é o “clean sheets pill” (“pílula dos lençóis limpos”, em português), que impede que o homem ejacule na hora do orgasmo. Esse último, porém, é polêmico: 20% dos homens disseram, a uma pesquisa americana, que não usariam “de jeito nenhum” o método, por acreditarem que um orgasmo sem ejaculação não seria tão prazeroso. Outros 60% disseram que precisa saber mais sobre este contraceptivo.

Benefícios também para as mulheres

A revolução do anticoncepcional masculino favoreceria até o relacionamento entre o casal.

O homem poderia ir para a relação mais tranquilo, e a mulher teria a liberdade de decidir não entupir seu corpo com hormônios. É muito fácil falarem que não querem ter filho, mas não usam a camisinha e jogam a responsabilidade toda na mulher, resquícios do machismo.

Riscos

O risco é que o homem abandone o uso do preservativo, aumentando os ricos de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST). Sendo que isso já está complicada com a juventude achando que só acontece com os outros.