Amor plus size: como ser pleno e verdadeiro?

Saiba os desafios e preconceitos sofridos pelos casais fora do padrão estético da sociedade

Amor não tem forma, não tem corpo, não tem curvas, não tem barriga tanquinho. Simples. Mas muita gente ignora isso. Mesmo que ainda pouco, hoje já encontramos vários textos sobre o amor entre pessoas com corpos diferentes e a dificuldade que esses casais enfrentam ao assumir seus relacionamentos.

Por exemplo, o desafio que homens magros e com corpo atlético encontram ao namorar uma gordinha. Eles sofrem preconceito sim, ficam à mercê de piadinhas, já que poderiam, aos olhos dos outros, namorar uma “mulher melhor” (leia-se: mais magra).  Tem que ser muito macho para assumir para os amigos e para a família que se gosta de uma gorda.  Afinal, as pessoas se limitam a olhar apenas a forma, o exterior.

Ou o caso inverso, quando não aceitam que um homem acima do peso consiga ter ao lado uma mulher na vista deles “magra e gostosa”. Esse caso aconteceu com a modelo e atriz Charlize Theron ao assumir um namoro com o ator da famosa série Modern Family, Eric Stonestreet. A mídia estadunidense achou que era uma piada, mesmo ela sendo uma pessoa com um comportamento diferente e já ter cometido vários feitos midiáticos, esse pareceu cruzar o limite da tolerância.

E nós, meros mortais, aceitamos assistir a esse preconceito diário e às vezes inconscientemente até o cometemos, impulsionados por esse pensamento errado. Uma sociedade em que o seu estereótipo de beleza é completamente diferente da realidade.

Por isso que, antes de tudo, é fundamental entender que não se namora alguém pela sua forma física, o amor não se limita a belezas externas e futilidades. Gordos ou magros, malhados ou não, são pessoas e cada uma vem repleta de bagagem emocional, qualidades e defeitos. E o que conta ou deveria contar é essa bagagem, é quem a pessoa é e nos faz ser junto a ela.

Dessa forma, o mais importante é ter amor próprio, se aceitar e se gostar do jeito que se é. Esse amor tem que ser tão forte que julgamentos ou comentários negativos nenhum possam te atingir. Se há vários tipos de corpos é porque existem vários tipos de gostos.

Uma prova disso é a crescente demanda de sites e aplicativos direcionados ao relacionamento do público plus size. Sites com o objetivo de reunir (e unir) pessoas com interesses em comum, que admiram a beleza plus size e que, acima de tudo, são livres de preconceito.

Francisco, que sempre namorou gordinhas, afirma que nunca ligou ou deu ouvido para que os outros pensavam ou achavam, e por isso não sofria tanto preconceito, ou preferia não o ver. “Eu penso que quem tem que gostar sou eu, e ser gordinha não é motivo de piada para mim, todas as três mulheres que eu tive na vida estavam acima do peso e eu tenho o maior orgulho delas.” E ainda citou que não escolhe alguém para agradar aos outros, escolhe por que agrada a ele e só, é o suficiente.

O amor não se prende a questões definidas ou padrões impostos, ele navegue livre procurando um pouco de consolo e quando o ache, abre os braços e ali fica. E aquela pessoa que te critica pela sua forma ou escolhas, é de certa forma um hipócrita, pois ele pode ser magro e sarado no físico, mas por dentro ele é gordo de ignorância e preconceito, e esse é o único tipo de gordura verdadeiramente ruim para a sociedade.