Alimentos funcionais: azeite de oliva

Veja os benefícios do azeite de oliva, quinto alimento funcional

O azeite de oliva é um tipo de óleo extraído da azeitona, o fruto da oliveira. O alimento é milenar e a árvore começou a ser plantada na Ásia Menor. Chamado de “ouro líquido” pelos mediterrâneos, o azeite está no ranking dos alimentos essenciais ao cardápio de quem quer uma vida mais saudável.

Uma pesquisa publicada no New England Journal Of Medicine comprovou que a dieta mediterrânea, cuja base é azeite de oliva extravirgem, castanhas, peixes e vegetais, é capaz de reduzir em 30% risco de doenças cardiovasculares.

O azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como aumenta o bom colesterol (HDL). Isso ocorre graças a presença de antioxidantes, gorduras monoinsaturadas do azeite. Contudo, seus benefícios não ficam restritos à saúde cardiovascular, proteção do cérebro e ossos, combate do diabetes e até emagrecimento.

O óleo também é cheio de Vitamina E que tem um efeito antioxidante que inibe a síntese do colesterol ruim e evita a oxidação celular, contribuindo para maior sobrevida de células saudáveis no organismo. O azeite também carrega uma série de compostos antioxidantes, como os polifenois, no entanto a versão extravirgem é a mais rica nessa substância – os outros tipos também possuem boas quantidades.

A Vitamina K é outro nutriente que ganha muito destaque no azeite, tanto que em uma porção de azeite (30 gramas), é possível consumir 129% da dose recomendada pela vitamina por dia. Esse nutriente é fundamental para manter os ossos saudáveis e também atua no processo de coagulação sanguínea.

– 55% das gorduras totais

– 19% das gorduras saturadas

– 129% de Vitamina K

– 43% de Vitamina E

 

Benefícios do azeite de oliva

Regular o colesterol: os tocoferois, substâncias antioxidantes presentes no azeite, parecem ter um efeito inibitório na síntese de colesterol ruim, o LDL, reduzindo seus níveis e outros fatores causadores de doenças cardiovasculares.

Protege o coração: os antioxidantes diminuem a síntese do colesterol ruim, LDL, que em excesso se acumula dentro das paredes das artérias do coração, formando as placas de gordura e tornando os vasos mais estreitos.

Ajuda a emagrecer: uma pesquisa realizada pela Universidade de Viena, na Áustria, e Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, concluíram que o azeite de oliva contribui para a perda de peso. O estudo apontou os compostos de aroma deste óleo como os responsáveis pelo emagrecimento, pois eles são capazes de regular a saciedade. Isso porque reduzem a absorção de glicose no sangue para as células do fígado.

Protege o cérebro: segundo apontam alguns estudos, o azeite é eficaz na prevenção de danos cerebrais pela oclusão de artérias cerebrais, com derrames. Também existem pesquisas preliminares que apontam a possibilidade de o azeite contribuir na melhora de funções cognitivas.

Previne e combate o diabetes: o azeite de oliva é um aliado no combate à diabetes por ser anti-inflamatório e conter substâncias antioxidantes. Quando as inflamações diminuem, a captação de insulina na célula é melhor. Isso faz com que não seja necessário produzir tanta insulina, ajudando os portadores de diabetes tipo 2, pois o organismo deles têm uma tendência a precisar de mais insulina para enviar às células a mesma quantidade de glicose de uma pessoa saudável.

Diminui a dor: o azeite de oliva também pode estar relacionado à redução de dor crônica. Trata-se do oleocathal, composto com ação igual a do analgésico.

Bom para os ossos: a saúde dos ossos também pode ser beneficiada pelo consumo de azeite, evitando assim fraturas e doenças como a osteoporose.

Diminui o risco de câncer: diversos estudos apontam que o azeite de oliva exerce um efeito protetor contra determinados tumores malignos. Já foi provado que os riscos de câncer de mama diminuem quando a pessoa inclui este óleo em uma dieta saudável. Os riscos de câncer de intestino também são reduzidos. Em sua composição, o azeite possui tocotrienois, antioxidantes que, segundo estudos, diminuem a proliferação de células tumorais. As chances de desenvolver o câncer de cólon e reto também ficam menores quando o azeite é consumido.

 

Tipos de azeite de oliva

Azeite extravirgem: um óleo saboroso com acidez, demonstrada em ácido oléico, não superior a 1%. Ele é a melhor opção, pois possui mais fotoquímicos que têm propriedades antioxidantes.

Azeite virgem: o alimento possui sabor e aroma marcantes e tem acidez, demonstrada em ácido oléico, não superior a 2%.

Azeite virgem corrente: tem um gosto bom e acidez, demonstrada em ácido oléico, não superior a 3,3%.

 

Como consumir o azeite de oliva

Ao natural ou aquecido? Alguns especialistas defendem que o azeite deve ser consumido apenas em finalizações de pratos, como para temperar a salada ou os legumes cozidos. Isso porque ao serem expostos a altas temperaturas, os ácidos graxos desse óleo iriam saturar. Assim, os riscos do consumo do azeite aquecido seriam todos aqueles causados pelo consumo de gordura saturada, inclusive o aumento da prevalência de doenças cardiovasculares.

Cuidados ao armazenar o azeite: quanto mais jovem o azeite for, melhor para o consumo. Muitas de suas propriedades são termo e fotossensíveis, ou seja, oxidam-se na presença de calor e luz. É importante ficar atento para a data de validade e não deixá-lo próximo do fogão quando for cozinhar, a fim de evitar que ele aqueça e perca os nutrientes.

Evite o azeite composto: o azeite composto é feito com a mistura entre outros tipos de óleo e o azeite de oliva. Ele não é interessante porque estes outros óleos podem ser ricos em gorduras saturadas, prejudiciais para o organismo quando consumidas em excesso. Portanto, é essencial olhar o rótulo antes de fazer a compra.